16.7.12

Pintar com um modelo, certo ou errado?

Atividade de pintura...

Pode ser feita de duas formas: Pintando com e sem modelo. Existe
professor que é totalmente contra modelos, eu não sou totalmente contra nada, acho que apenas tudo que é posto e mostrado à criança tem que ser explicado e o professor ter o objetivo bem definido em seus planos de aula. A pintura com modelo dá para analisar aquelas crianças quem conservam melhor. Ex: tem criança que vê o azul e pinta verde? Mas será que é porque ela não sabe distinguir cores? A distinção de cores como de qualquer outra coisas é se é igual ou diferente, então todos os seres humanos com uma vista boa podem distinguir cores. A identificação é mais abrangente por que requer a nomeação da cor, identificar quer dizer dar a indentidade, o nome da cor, sabe que ver é ver, assim se a criança ver azul e pinta verde, temos que perguntar para ela se sabe NOMEAR a cor, se você perguntar só assim:
ESSA COR TÁ IGUAL AQUELA DA FIGURA MODELO? 
Ela responderá que não; pois distinguiu, diferenciou por um processo de comparação mental as duas cores, mas a pergunta que cor é essa envolve o reconhecimento e nomeação das cores, se ela responder que no desenho é azul, (modelo) e no outro que ela pintou foi o verde,a criança já:
1. Diferencia, distingui cores;
2. Nomeia cores;
3. E se você perguntar provavelmente ela terá os argumentos para dizer por que pintou diferente da figura, talvez saia um: Porque eu quis! Ela sabe quais as cores mas não quis pintar igual!
Enfim, a sugestão é que dê para os alunos colorir e a metodologia vai de cada professor, e a cópia, reprodução através de um modelo não é crime, mas tem que haver clareza de objetivos e metas, saber a finalidade de cada atividade!

F E E D S

Você que gosta de várias revistas e livros e geralmente para adquirir estas publicações, você precisa ir a várias bancas especializadas para poder adquirir o que você quer. Agora imagine o comodismo que seria, se todas essas bancas tivessem um serviço de avisar quando cada revista que te interessa chega e ainda, levá-las até a sua casa sem você ter que ligar pedindo? Essa é grande a vantagem na utilização dos feeds.
Feed em inglês (no sentido que nos interessa) significa "alimentador" permite você adicionar o link de um ou mais feeds de um ou vários sites em um mesmo "agregador de feeds", que é um programa que administra todos os sites agregados.
 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjpkvbOBrf7r_hYx_REnZkjLJcGF19oB3XZaPGoGJLd2UuljXeOhH3MUhvMpg465x2HDX_SLX6JLWkKfUrQNyvE4c3nJKVjZpB5n4OsHbLtLvpIie3N4wfsjoYxwqMlwRPMuotgx36cR6w4/s400/readrs.bmp
Existem basicamente dois tipos de programa, aqueles que você instala no seu computador e aqueles que rodam e funcionam exclusivamente na internet. Eles funcionam mais ou menos como um leitor de e-mail, como o Yahoo ou Gmail.
COMO FUNCIONA:
Quando você adiciona um link de feed no seu agregador, toda vez que houver algum tipo de atualização no site, você será informado pelo mesmo. Essa notificação de atualização pode ser de uma notícia de um site de jornalismo, de um post dos seus blogs preferidos, artigos, galerias etc, enfim, de qualquer site que possuiu um feed e que você tenha assinado,  ai vc já pode fazer as suas leituras!
E QUAL A DIFERENÇA ENTRE FEEDS E NEWSLETTERS?
Os feeds aos poucos tem substituindo a função que as Newsletters tinham ao ter que informar por e-mail quais eram as últimas novidades de um site. O problema das newslleters era que se o administrador de um site não montar manualmente uma a cada nova novidade em um site, os leitores nunca seriam avisados dessas novidades. Com os leitores de feeds não, nem o administrador do site e nem o leitor precisa se preocupar, sempre que o site for atualizado, automaticamente o feed também será.Fonte:http://revolucao.etc.br/feedsxmlatomrss/
Depois vá lá no login/painel/layout/ adicionar um gadget e clique em Links de Inscrição. Todo canto agora tem Feeds ajudando a ler tudo sem tá de site em site e sem esquecer nenhum dando uma mãozinha para os educadores que devem estar sempre atualizados!

15.7.12

Jogo da cerca

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1Cg39MDYoHzOHdYyGiSpD-SV95_T9pwQzKb7HyoDJmJc4dJ5jShs37DKeQ_Qmkgt7We8SAGMVd7PJhzQRFHI72wbPtNUDFlh9EcjtH9apJxuf70o3ftWwiEyXF8ebswTD3NKfCmF8Whtp/s1600/jogo+da+cerca+educativo.jpg 
Nos jogos de linhas e colunas, é preciso desenvolver estratégias desde a primeira jogada para estabelecer uma dinâmica que leve à vitória. Aqui, as crianças pequenas elaboram seus movimentos para conquistar o maior número de cercados e criar seus animaizinhos na fazenda. Para vencer o computador ou o colega, o jogador deve pensar muito bem onde colocar as cercas entre os pontos.

Provas Operatórias Piagetianas

Provas operatórias:
A intenção desta postagem é mostrar as provas e suas modificações para aqueles que estão iniciando na Psicopedagogia. Não nos cabe aqui detalhar como a prova é aplicada, devendo o estudante buscar em livros como os de Jorge Visca ou Piaget o procedimento para aplicação das mesmas.
1. PROVAS DE CONSERVAÇÃO:
1.1.  Conservação da quantidade de matéria
Materiais:
 2 massas de modelar de cores diferentes cada uma, cujo tamanho possa fazer 2 bolas de aproximadamente 4 cm de diâmetro.
Obs.: É interessante que escolha cores correspondentes a substâncias comestíveis.
Igualdade inicial:
Modificação do elemento experimental (achatamento)
Modificação do elemento experimental (partição)
1.2.  Conservação de quantidade de líquidos
Materiais:
- 2 vasos iguais A1 e A2
- 1 vaso mais fino e alto B
- 1 vaso mais largo e baixo C
- 4 vasinhos iguais D1, D2, D3, D4
- 2 copos contendo líquidos de cores diferentes
Igualdade inicial:
Primeira modificação:
Segunda modificação 
Terceira modificação : 
1.3.  Conservação de pequenos conjuntos discretos de elementos
Materiais:
- 10 fichas vermelhas
- 10 fichas azuis
Cada um com 2 cm de diâmetro
 Igualdade inicial:
Correspondência termo a termo:
Primeira modificação espacial:
Segunda modificação espacial:
Terceira modificação espacial:
1.4.  Conservação de superfície
Materiais:
- 2 folhas de cartolina verde ou papel E.V.A. (20x25)
- 12 quadrados de cartolina ou E.V.A. na cor vermelha com cerca de 4 cm de lado
- 1 vaquinha
Igualdade inicial:
Perguntas iniciais
Perguntas iniciais
Retorno empírico
Primeira modificação espacial:
Segunda modificação espacial
Outra modificação espacial sugerida
Terceira modificação espacial
1.5.  Conservação de volume
Materiais:
- 2 vasos iguais
- 2 massas de modelar de cores diferentes
- 2 copos contendo líquidos de cores diferentes
Igualdade inicial:
Modificação do elemento experimental (achatamento)
Modificação do elemento experimental (alargamento)
Modificação do elemento experimental (partição)
1.6.  Conservação de peso
Materiais:
- 2 massas de modelar de cores diferentes cada uma, cujo tamanho possa fazer 2 bolas de aproximadamente 4 cm de diâmetro.
- 1 balança com dois pratos cuja leitura seja pela posição dos braços.
Igualdade inicial:
Modificação do elemento experimental (alargamento)
Modificação do elemento experimental (achatamento)
Modificação do elemento experimental (partição)
1.7  Conservação de comprimento
Materiais:
- 1 corrente ou barbante de aproximadamente 10 cm
- 1 corrente ou barbante de aproximadamente 15 cm
Apresentação das correntes. Perguntas iniciais
2. PROVAS DE CLASSIFICAÇÃO:
2.1.  Mudança de critério  -  Dicotomia 
Materiais:
- 5 círculos vermelhos  de 2,5 cm de diâmetro.
- 5 círculos azuis de 2,5 cm de diâmetro.
- 5 círculos vermelhos de 5 cm de diâmetro.
- 5 círculos azuis de 5 cm de diâmetro.
- 5 quadrados vermelhos de 2,5 cm de lado.
- 5 quadrados azuis de 2,5 cm de lado.
- 5 quadrados vermelhos de 5 cm de lado.
- 5 quadrados azuis de 5 cm de lado.
- 2 caixas planas de mais ou menos 4 a 5 cm de altura e uns 12 cm de lado.
Material
Classificação por cores sem caixa
Classificação por cores usando a caixa
Classificação por formas usando a caixa
Classificação por tamanho usando a caixa
2.2.  Quantificação de Inclusão de classes
Materiais:
Com flores:
- 10 margaridas
- 3 rosas vermelhas
 Com animais
- 10 coelhos ou outra espécie
- 3 camelos ou outra espécie
Pode-se fazer também com:
- 10 carros
- 3 ônibus
2.3.  Intersecção de classes
Materiais:
- 5 círculos azuis de 2,5 cm de diâmetro
- 5 círculos vermelhos também de 2,5 cm de diâmetro
- 5 quadrados vermelhos de 2,5 cm de lado
- 1 folha de cartolina ou papel E.V.A. com dois círculos em intersecção, sendo que um preto  e outro amarelo. 

Obs.: os 5 círculos devem poder entrar na intersecção.
3.  SERIAÇÃO
3.1.  Seriação de palitos
Materiais:
- 10 palitos com aproximadamente 1 cm de largura com uma diferença de 0,6 mm de altura entre um e outro, sendo que o primeiro tem aproximadamente 11,5 cm.

4.  PROVAS OPERATÓRIAS PARA O PENSAMENTO FORMAL
4.1.  Combinação de fichas
Materiais:
- 6 fichas de diferentes cores com 2,5 cm de diâmetro cada uma.
4.1.  Permutação de fichas
Materiais:
- 4 fichas de diferentes cores com 2,5 cm de diâmetro cada uma.
 4.2.  Predição

Materiais:
- 17 fichas verdes
- 10 fichas amarelas
- 6 fichas lilas
- 1 ficha branca
- 1 saco de pano

Quais testes utilizar para...


Quais testes avaliam dislexia?
Não há um único instrumento específico para dislexia, pois seu diagnóstico é de difícil formulação e exige uma avaliação multidisciplinar (com fonoaudiólogos, psicopedagogos, neurologistas, oftalmologistas, neuropsicólogos, entre outros). Existem alguns instrumentos que apresentam recursos para identificar alguns sintomas que ocorrem no quadro de dislexia (ver www.dislexia.org.br/abd/dislexia.html), são eles:

TDE – Teste de Desempenho Escolar, de 1ª a 6ª séries do ensino fundamental, aplicação individual;
 
CONFIAS – Consciência Fonológica, Instrumento de Avaliação Seqüencial, a partir de 4 anos de idade, aplicação individual.
 
PROLEC – Provas de Avaliação dos Processos de Leitura – PROLEC, pode ser aplicado em crianças da primeira até a quarta série do ensino fundamental, aplicação individual e não há um limite de tempo.

Quais testes avaliam memória?
(WISC- III, WAIS-III e Wisconsin, não avaliam especificamente memória)
 
Figuras Complexas de Rey, de 4 a 7 anos, aplicação individual (Obs. Uso permitido somente para pesquisa); em neuropsicologia avalia primeiro visuoconstrução.
 
Teste Wisconsin de Classificação de Cartas, de 6 anos e meio a 89 anos (padronização brasileira), aplicação individual; principalmente flexibilidade mental (associada a nível de inteligência).
 
WCST – Teste Wisconsin de Classificação de Cartas – versão para idosos
 
WAIS – III – Escala de Inteligência Wechsler para Adultos, de 16 a 89 anos, aplicação individual; subtestes específicos avaliam “modalidades” de memória.
 
WISC-III – Escala de Inteligência Wechsler para Crianças, de 6 a 16 anos, aplicação individual, subtestes específicos avaliam “modalidades” de memória.

Qual instrumento é indicado para avaliar psicomotricidade?

Ramain Thiers – Programa de Avaliação, a partir de 6 anos, adolescentes e adultos, aplicação individual ou coletiva

Qual instrumento é indicado para avaliar o Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade?
 
TDAH – Escala de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, 6 a 17 anos de idade, aplicação individual.

12.7.12

Discalculia

                   O que é a discalculia?
O termo discalculia é usado frequentemente ao referir-se, especificamente, à inabilidade de executar operações matemáticas ou aritméticas. É, pois, um distúrbio neurológico caracterizado pela dificuldade no processo de aprendizagem do cálculo e que se observa, geralmente, em indivíduos de inteligência normal, que apresentam inabilidades para a realização das operações matemáticas e falhas no raciocínio lógico-matemático.
Para o manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais - DSM-IV (2002), o transtorno nas operações Matemáticas é caracterizado pela incapacidade para a realização de operações aritméticas, cálculo e raciocínio inferior à média esperada para a idade cronológica, capacidade intelectual e nível de escolaridade do individuo e dificuldades que trazem prejuízos significativos em tarefas diárias que as exigem ou apresentam algum deficit sensorial, destacando-se que as dificuldades matemáticas excedem aquelas geralmente associadas.
De acordo com Johnson e Myklebust (1983 como citado em Silva, 2008): " Este transtorno não é causado por deficiência mental, nem por deficit visuais ou auditivos, nem por má escolarização". Ainda, segundo os autores, o portador de discalculia comete erros diversos na solução de problemas verbais, nas habilidades de contagem, nas habilidades computacionais, na compreensão dos números.

Segundo os pesquisadores, a criança com discalculia é incapaz de:

a) Visualizar conjuntos de objectos dentro de um conjunto maior;
b) Conservar a quantidade, o que a impede de compreender que 1 quilo é igual a 4 pacotes de 250g;

c) Compreender os sinais de soma (+), subtração (-), divisão (:) e multiplicação (x);
d) Sequenciar números, como por exemplo, o que vem antes do 11 e depois do 15 (antecessor e sucessor);
e) Classificar números;
f) Montar operações;
g) Entender os princípios de medida;
h) Lembrar as sequências dos passos para realizar as operações matemáticas;
i) Estabelecer correspondência um a um, ou seja, não relacionar o número de alunos de uma sala à quantidade de carteiras;
j) Contar através de cardinais e ordinais.

Convém destacar, ainda, que os processos cognitivos envolvidos na discalculia são:
a) Dificuldade na memória de trabalho;
b) Dificuldade de memória em tarefas não-verbais;
c) Dificuldade na soletração de não-palavras (tarefa de escrita);
d) Ausência de problemas fonológicos;
e) Dificuldade na memória de trabalho que implica contagem;
f) Dificuldade nas habilidades visuo-espaciais;
g) Dificuldade nas habilidades psicomotoras e perceptivo-tácteis.

De acordo com Silva (2008), diversas habilidades podem ser prejudicadas pelo transtorno, como: habilidades linguísticas (compreensão e nomeação de termos, operações ou conceitos matemáticos, e transposição de problemas escritos em símbolos matemáticos); perceptuais (reconhecimento de símbolos numéricos ou aritméticos, ou agrupamento de objectos em conjuntos); de atenção (copiar números ou cifras, observar sinais de operação); e matemáticas (dar sequência e etapas matemáticas, contar objectos e aprender tabuadas de multiplicação).
Este tipo de transtorno requer certa urgência na sua identificação, pois o quantos antes forem diagnosticados, mais fácil tornar-se-á o processo de intervenção (Silva M., 2008).
             As causas da discalculia:
Em relação às causas deste transtorno, podemos dizer que existem inúmeras, mas de acordo com cada enfoque científico têm se dado mais importância a umas e a outras. Assim por exemplo, diferentes autores (Badian, 1983; Fernandez Llopis & Pablo, 1991; Gerstman, 1959; Luria, 1966; Mercer, 1983; Rourkler, 1982; entre outros, como citado em Arándiga, 1998, p. 337) apontam como causas diversas de discalculia as seguintes:
  • Lesões cerebrais;
  • Alterações neurológicas;
  • Aparecimento tardio da linguagem;
  • Estados hiperemotivos;
  • Aspectos genéticos;
  • Alterações mo desenvolvimento intelectual: raciocínio lógico-abstracto;
  • Factores de maduração: atenção, memória imaginação, psicomotricidade, lateralidade, ritmo, etc.;
  • Deficiência nas habilidades verbais;
  • Alterações psicomotoras;
  • Falta de consciência dos passos a seguir;
  • Dificuldades no pensamento abstracto;
  • Falta de motivação;
  • Perturbações emocionais;
  • Problemas sócio-ambientais;
  • Absentismo escolar;
  • Transtorno de conduta;
  • Falhas estratégicas;
  • Lentidão na resposta;
  • Problemas de memória para automatizar as combinações numéricas básicas;
  • Utilização de uma linguagem inadequada para crianças;
  • Escassez de conhecimentos prévios;
  • Falta de automatização dos procedimentos simples do cálculo.
A perspectiva neuropsicológica segundo Arándiga (1998) postulou que as dificuldades de aprendizagem na matemática são os resultados dos seguintes instrumentos:
Verbal - o número como um signo linguístico.
Afasia sensorial: alterações acústico-gnósicas por lesões do temporal esquerdo.
Afasia motora: alteração da linguagem interna por lesões do frontal esquerdo.
Visuo- espacial - lesões do lobo parietal.
Alterações das imagens numéricas.
Alterações do reconhecimento espacial do número (dislexia).
Práxicos - lesões do lobo temporal parietal.
Alterações dos gestos motores (disgrafia).
Conceptual - lesões do lobo temporal-ocipital-parietal.
Perda do conceito do número.
Planificação -
Lesões da área frontal esquerda: dificuldade para planificar a resolução de problemas numéricos.
Lesões da área frontal direita: dificuldade para planificar a resolução de problemas espaciais.
O mesmo autor afirma ainda que as pessoas adultas que padeceram lesões em alguns destes instrumentos ocorre discalculia adquirida e em casos de crianças com dificuldades matemáticas, vêem a mostrar que esta funções neuropsicológicas implicadas no processo do cálculo não são adequadamente desenvolvidas (discalculia evolutiva).